segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

CRIAÇÃO DO GRANDE CAPÍTULO GERAL MAÇONS DO REAL ARCO DO NORDESTE DO BRASIL "OS MOTIVOS"

Meus Irmãos e Companheiros,


Parafraseando um dito popular: “engolimos tantos elefantes ao longo da vida e às vezes nos engasgamos com um mosquito”. Talvez seja essa a máxima do que planejamos a partir de hoje.  Lembro do ano de 2007, quando este (primeiro) signatário neste assinado, Hugo Borges, era o Grande Secretário de Relações Exterior Adjunto do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, em conversa com o Companheiro Paulo Curi, Grande Secretário Geral do Supremo, a necessidade de criar os Grandes Capítulos Estaduais, pois assim como acontece nos Estados Unidos da América, também seria necessário fazer o mesmo no Brasil. Recebi como resposta: “Aqui no Brasil temos que tratar Maçonaria diferente de lá, pois aqui tudo é muito bagunçado e termina muita gente fazendo o que quer, temos que ser um poder central para isso. Recebemos dos americanos o aval quando disseram ‘maçom brasileiro sabe como fazer Maçonaria brasileira’” – triste e ledo engano ao dar o aval às pessoas erradas. Inebriado pela grande oportunidade de mostrar meu entusiasmo dentro do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil entendi que aquele não era o momento para tratar tal assunto. Fazíamos parte de uma “Tropa de Elite”, onde um número menor do que sete Maçons do Real Arco faziam parte, e este signatário com muito orgulho era o único do nordeste, tendo como “Comandante”, o Companheiro Paulo Curi. “Missão dada era missão cumprida!” Infelizmente ou felizmente nenhum desses (Maçons do Real Arco) da “Tropa de Elite” estão no Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco. (Ouvi dizer que estão tentando resgatar alguns deste com a promessa de mudança. Será mesmo?). O Comandante disse que para fazermos um Grande Capítulo Estadual precisávamos constituir três capítulos em cada Estado, tendo a Paraíba como o primeiro Estado, concretizando tal entidade. Então este signatário solicitou o aval para fundar no Estado da Paraíba mais um Capítulo. Com a “carta branca” dada, foi iniciado o processo de criação, com encontros, registros, ata e tudo que é necessário para concretização do novo capítulo. As exigências foram as mais complexas que se podiam fazer, atendidas e pagas.


Em 2008, voltamos a tratar do tema com o Companheiro Paulo Curi e com o Companheiro João Guilherme, dizendo que estávamos aguardando o aval da direção do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil para a fundação do tão sonhado Grade Capítulo Estadual e recebemos um sonoro e silente “não” mais uma vez como resposta: “Estamos muito focados com as implantações das Ordens de Cavalaria e precisamos muito de seu apoio ai, pois precisamos de uma Grande Loja simbólica para que os americanos se sintam respaldados em saber que estão tratando com ordens maçônicas regulares. Pois são suas exigências: um ofício convidando-os para conferir tais Ordens.”. Depois de conversar com o Sereníssimo Grão-Mestre, o Irmão Marcos Antonio de Araújo Leite e de mostrar a importância do evento, ele aprovou em receber esses Irmãos norte americanos e a Grande Loja Maçônica do Estado da Paraíba, junto com a Grande Loja do Estado do Rio Grande do Norte, foram às anfitriãs dos Grandes Oficiais para a iniciação das Ordens de Cavalaria aqui no Brasil. Fato esse esquecido rapidamente e que me despertou para uma realidade: “serás enaltecido enquanto precisamos e nos és útil, depois serás largado ao esquecimento”. O mais importante é que recebemos os Graus da Cavalaria Templaria e com a ajuda dos bravos, valente, destemidos Irmãos da Maçonaria Paraibana. Engraçado, foi que no dia das iniciações na cidade de Natal-RN o então Sumo Sacerdote do Capítulo Portal da Luz do Nordeste # 5, Companheiro Geraldo Nicolau Baptista de Melo, estava colhendo assinaturas para a fundação de mais um Capítulo para ser fundado e instalado na coestaduana cidade de Campina Grande-PB, com o título distintivo de “Tropeiros da Borborema”, sem reunião para fundação, sem registro de ata, sem aquela burocracia que haviam exigido para a fundação do “Capítulo Confederação do Equador # 50 MRA”, sendo necessárias apenas assinaturas aleatórias. “Para os amigos os benefícios da lei, para os inimigos os rigores da Lei”. Sigamos em frente!


O que mais nos deixou triste nesses últimos tempos foi que esse fato histórico no Brasil, onde recebemos pela primeira vez essas Ordens de Cavalaria Templária, teríamos que recebê-las novamente, pois havíamos recebido duas de forma compacta e uma completa, e que a mesma havia sido em inglês, com tradução simultânea e que precisaríamos ser “iniciados” novamente para receber os rituais em português e efetivamente sermos reconhecidos com as Ordens de Cavalaria Templária. Quer dizer que os americanos vieram apenas a passeio?! Que nós fizemos papel de idiotas em gastar mais de R$ 1.000,00 (mil reais), entre inscrição, taxas, hospedagens e deslocamento para Natal-RN? Acharam pouco o que damos financeiramente e queriam mais? Bom, só sabemos que depois de muito bate boca com companheiros aqui do nordeste a direção do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, tiveram que “engolir quente e seco” as nossas reivindicações e nos reconhecer como Cavaleiros Templários, sinicamente dizendo terem se equivocado ao encaminharem uma circular sem melhores esclarecimentos. O fato de “dois pesos e duas medidas” no Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil é muito comum, pois HOJE, eles já tornam Cavaleiro Templário, companheiros que não passam pelas duas ordens primeiras. E a nós que recebemos de forma compacta as duas ordens quase não éramos reconhecidos. Seria até engraçado se não fosse leviano. Note bem que, no ritual “Ordem dos Cavaleiros Templários – 2010 (Provisório) à página 44 reza o seguinte: “Prometo e juro mais//que não assistirei ou presenciarei a outorga desta Ordem// a quem não tenha regulamente recebido,// segundo meu conhecimento,//os graus de Mestre Maçom, Maçom do Real Arco e Mestre Escolhido,//bem como as Ordens da Cruz Vermelha e de Malta.//”(por questão de juramento não alongarei ao mesmo). Ou seja, todo o candidato a Ordem dos Cavaleiros do Templo, tem que passar (ser iniciado) antes nas Ordens dos Cavaleiros da Cruz Vermelha e de Malta. Olha aí o tiro no pé! Esse ato seria um lapso de compromisso com a maçonaria das mentes gestoras do Supremo e/ou uma forma mais rápida de ter dinheiro no caixa?


Depois de todo o exposto e por outros Irmãos e Companheiros não estarem satisfeitos aqui no nordeste com as indiferenças para com nosso “capital humano”, o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, através de seu Grande Secretário Geral, pediu, na época, várias vezes para que este signatário tentasse “calar” as reivindicações vindas daqui. Como este signatário nesse interstício fazia parte dessas mesmas reivindicações, que eram: espaço de companheiros do nordeste na direção do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil; criação dos Grandes Capítulos Estaduais; revisões dos rituais do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil que contém enxertos de forma leviana, dos rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito e do ritual dos Trabalhos de Emulação; transparência na administração do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil e, principalmente, quanto às prestações de contas, pois não se sabia como ainda não se sabe, qual o destino utilizado de nossos sacrificados reais. Tem companheiro que desde o ano 2000, nunca viu uma folhinha de prestação de contas. Fica tudo muito superficialmente apresentado na Assembléia Geral do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil. “Fazemos de conta que apresentamos alguma coisa e vocês fingem que entendem e aprovam”. Onde está esses numerários? Por que nunca enviaram aos capítulos jurisdicionados de forma antecipada as prestações de contas (mesmo que de forma xerocopiadas) para a apreciação dos Capítulos? Quem sustenta o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil precisa saber! É uma lástima!


A insatisfação com o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil não vem de hoje, mas desde a sua criação. É importante saber que antes do que conhecemos hoje do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, existia outros companheiros que militavam para o engrandecimento do Real Arco no Brasil, como ainda existem, só que com outra denominação. Esses companheiros foram tolhidos das mais vis formas de agir. Sendo passados para trás e causando com isso uma dissidência do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, pois esses companheiros idealizadores viram que esses que ficaram só queriam vislumbrar dinheiro e poder, à custa dos seus membros.


Finalmente, analisando a potencialidade de nossos Irmãos e Companheiros, aqui do nordeste, em criar e manter um Grande Capítulo Regional estamos informando que a partir da data abaixo citada será fundado o GRANDE CAPÍTULO GERAL DE MAÇONS DO REAL ARCO DO NORDESTE DO BRASIL. Que já conta com o reconhecimento do GRANDE CAPÍTULO GERAL DE MAÇONS DO REAL ARCO DA REGIÃO SUL DO BRASIL. Meus Irmãos e Companheiros, se não existissem dentro de nós a busca pela melhoria e a inquietude de trazer a tona o que achamos por melhor a nós mesmos e aos outros, com toda certeza, Maçons obstinados não teriam criado as Grandes Lojas e os Grandes Orientes Estaduais (Independentes e Autônomos), Grandes Corpos Simbólicos de referência nacional. Sejamos assim, verdadeiros, certos de que não devemos nos acomodar à beira da calçada e vermos outros tantos passarem a nossa frente, seguindo o caminho. Incentivamos desde já as outras Regiões desse Brasil Continente a formarem, assim como nós, seus Grandes Capítulos Gerais, a exemplo da Regiões Sul e Nordeste. Contem conosco pois, existem os que seguem e os que param. Escolhemos seguir.


Ratificam o Manifesto:






HUGO LEONARDO WANDERLEY BORGES


Cavaleiro Templário e EVM da ARLS Cavaleiros do Sol – GLEPB



SÉRGIO ROBERTO CAVALCANTE


Cavaleiro Templário e MM da ARLS José do Patrocínio – GLEPB



TELDSON DOUETTS SARMENTO


Cavaleiro Templário e Grande 1º Vigilante – GLEPB





MURILO CERQUEIRA DÓRIA


Cavaleiro Templário e EVM da ARLS Loja Fidelitas – GLEPB





JOSÉ JOBSON FERREIRA


Cavaleiro Templário e VM da ARLS Cavaleiros do Sol – GLEPB



FRANCISCO FONSECA


Cavaleiro Templário e VM da ARLPI Segredos da Pirâmide – GOPB





TIAGO BEZERRA LIMA


Cavaleiro Templário e MM da ARLS Fidelitas – GLEPB





BENDITO FREIRE NETO


Cavaleiro Templário e VM da ARLS Fidelitas - GLEPB





GUELFO JORGE POLTRONIERI


Cavaleiro Templário e MM da ARLPI Segredos da Pirâmide – GOPB



WILTON FERNANDES DA SILVA


Maçom do Real Arco e Delegado do 3º Distrito Maçônico - GLEPB





ANTONIO VASCONCELOS FILHO


Maçom do Real Arco e MM da ARLS Cavaleiros do Sol - GLEPB





ALEXANDRE FERREIRA


Maçom do Real Arco e MM da ARLS José do Patrocínio – GLEPB







Um comentário:

  1. É isso mesmo, Companheiro Hugo Borges!
    Temos é sim, que "mostrar nossa cara".
    Com certeza o Real Arco na versão do sistema maçônico norte-americano toma um novo e progressivo rumo. E como sempre o Nordeste do Brasil faz revolução com a mesmo ideal e destemor dos praticados por nossos antigos Irmãos da Confederados do Equador.
    A "chama da liberdade" continua acesas...vamos em frente.

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